Celular mostrando a confirmação de um post publicado em duas redes sociais

Quatro tentativas para publicar um post: o que aprendi sobre persistência

Numa sexta-feira de novembro, uma coisa que parecia simples virou uma lição de persistência: eu queria que cada post aprovado no celular aparecesse sozinho no Facebook e no Instagram da eadorgnet. Um toque, duas redes.

O Facebook já funcionava. Faltava o Instagram. Achei que seria coisa de meia hora.

Não foi.

A porta que não abria

Logo no começo, o Instagram recusou a ligação com uma mensagem estranha: “esta conta não tem permissão para fazer publicidade”. Eu não queria fazer publicidade. Só queria publicar.

Fui eliminando possibilidades, uma por uma. A conta da empresa estava em ordem. O meu perfil, também. A página do Facebook, também. Até que apareceu o motivo de verdade: a conta do Instagram era nova demais. Poucos seguidores, pouco tempo de vida. Para a plataforma, ela ainda não tinha “presença estabelecida”.

Ou seja: a mensagem de erro falava uma coisa, e o problema era outro.

Mudar de caminho não é desistir

Eu tinha duas opções. Esperar meses até a conta crescer, ou procurar outra entrada.

Existia um segundo caminho, mais antigo, que não dependia dessa “presença”. Não era o caminho recomendado, mas funcionava. Escolhi ele, e anotei o dia em que vou voltar ao caminho principal: quando a conta crescer.

E aqui vem a ironia. A própria automação que eu estava construindo é o que vai fazer a conta crescer. Publicar com constância é justamente o que a plataforma pede.

Três quedas antes do primeiro post

Com o caminho aberto, veio o teste de verdade. Aprovei o primeiro post. Nada.

Na primeira tentativa, a conexão caiu no meio do caminho. Na segunda, o sistema disse “sucesso”, mas não tinha feito nada. Na terceira, uma trava de segurança bloqueou o próprio sistema.

Três falhas. Cada uma por um motivo diferente.

Na quarta tentativa, às 13h45, o celular mostrou: Facebook ✅, Instagram ✅. Trinta e três segundos para publicar nas duas redes.

O que eu aprendi

Persistência não é apertar o mesmo botão até dar certo.

Se eu tivesse só repetido a primeira tentativa, estaria apertando até hoje. O que funcionou foi parar depois de cada queda e perguntar: por que caiu? Só depois de entender e corrigir, tentar de novo.

Três coisas ficaram para mim:

  • Nem toda mensagem de erro diz a verdade. Às vezes é preciso investigar com calma, eliminando o que não é.
  • Mudar de rota não é desistir. Quando a porta da frente trava, vale procurar a lateral, sem esquecer de onde se queria chegar.
  • “Sucesso” só vale quando dá para ver o resultado. Confira antes de comemorar.

Usei inteligência artificial durante todo o processo, e ela ajudou muito: a investigar, a revisar, a encontrar erros. Mas quem decidiu o caminho, a hora de tentar de novo e a hora de parar fui eu. A ferramenta acelera. A decisão continua sendo nossa.

E na sua vida?

Pense em algo que você tentou e não deu certo. Você repetiu do mesmo jeito, mudou a forma, ou desistiu?

Muita gente desiste na segunda queda porque acha que persistir é repetir. Não é. Persistir é aprender com cada tentativa e ajustar a rota, sem perder o destino de vista.

Foi sobre isso que eu montei o curso Persistência: a derrota é temporária. São 14 aulas curtas sobre como recomeçar, aprender com o fracasso e saber quando insistir e quando mudar de caminho. Sem fórmulas mágicas. No final, você monta o seu próprio plano de recomeço.

👉 Conheça o curso Persistência

Se preferir começar sem pagar nada, o curso gratuito Além da sala de aula é uma boa porta de entrada.

E se você está numa dessas quedas agora, lembre: a derrota é temporária. O que muda tudo é o que você faz depois dela.


Josef Costalonga cuida da plataforma eadorgnet e cria os cursos da coleção Além da sala de aula.